*”Grátis pode significar muitas coisas, e esse significado tem mudado ao longo dos anos. Grátis levanta suspeitas, mas não há quase nada que chame tanto a atenção. Quase nunca é tão simples quanto parece, mas é a transação mais natural de todas. Se agora estamos construindo uma economia em torno do Grátis, deveríamos começar entendendo o que ele é e como funciona.”

Essas são as palavras que abrem o segundo capítulo de um livro lançado nos Estados Unidos. O título é Free – The Future of a Radical Price (”Grátis – o futuro de um preço radical”, numa tradução livre). É preciso reconhecer que o autor não falta com a verdade. “Grátis” pode realmente significar muitas coisas, entre elas cobrar por um livro cuja ideia central é uma defesa apaixonada de tudo o que é gratuito. O preço ainda não está definido, mas já se sabe que não, Grátis não será distribuído de graça.
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*”Ensaios exaustivos, banco de dados com o perfil dos eleitores do COI e um pelotão de especialistas estrangeiros. Os bastidores da estratégia brasileira de marketing para ganhar a disputa pela Olimpíada de 2016. Sediar os Jogos Olímpicos é provavelmente a maior oportunidade de expor uma marca ao mundo e atrair um incrível manancial de negócios.

Em Pequim 2008, foram assistidos na TV por 4,4 bilhões de pessoas, empresas como Adidas, Coca-Cola e Mcdonalds pagaram 80 milhões de dólares cada uma para associar sua imagem ao evento. Um dos principais cabos eleitorais foi o presidente Lula, após pesquisa descobriu-se que muitos membros do COI gostariam de ter alguns minutos de prosa com Lula e isso foi rigorosamente cumprido. Os mais de 200 vídeos produzidos para a campanha levaram a imagem do Rio, com cenas de filmes e muita beleza natural, sendo que o Carnaval só foi mostrado no final da apresentação. Outro ponto fundamental que alavancou a campanha foi o fato de nunca ter havido uma Olimpíada na América do Sul.
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*”O empresário Henry Ford, conhecido entre outras coisas por desprezar pesquisas de mercado, afirmou há mais de um século que, se tivesse perguntado aos consumidores o que queriam antes de criar o pioneiro Ford T, o resultado teria sido um cavalo mais rápido — e não um automóvel. Talvez essa seja a primeira constatação sobre a discrepância entre o que os clientes dizem e o que eles realmente querem ou precisam.

Nos últimos tempos, por desconfiar de que as pesquisas tradicionais não eram suficientes para saber o que de fato os consumidores queriam, muitas empresas passaram a observá-los em vez de apenas lhes fazer perguntas.
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*”Um olhar atento às gôndolas dos supermercados brasileiros revela a tendência: as embalagens dos produtos de consumo têm passado por um sucessivo processo de encolhimento. Primeiro elas diminuíram para atender à necessidade das novas famílias brasileiras, com menos filhos. Depois, encolheram para se encaixar nos orçamentos mais apertados dos consumidores emergentes da classe C. Agora, vivemos uma espécie de terceira onda de redução.

Motivadas pelo apelo ecológico e pela necessidade de corte de custos, as empresas voltaram a diminuir as medidas de suas embalagens, que chegam a ocupar apenas um quarto do volume que ocupavam antes. Em alguns casos, a redução acontece com uma solução de design, sem que as quantidades sejam alteradas. Em outros, o produto é reformulado de tal maneira que, mesmo em versão compacta, tem o mesmo desempenho do original.
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