30
jun

escrito por Rafael Nieweglowski


Zakumi e Jabulani: nomes africanos, pais chineses

O simpático leopardo (sim, juram que é um leopardo) mascote da Copa está envolvido num escândalo. Primeiro, ele não é sul-africano. O Zakumi de pelúcia é produzido na China, onde a mão-de-obra é bem mais barata, o que já foi o suficiente para críticas no continente africano, afinal, por que não empregar anfitriões da copa fabricando o bichinho?

zakumi

O mesmo acontece com a tão polêmica bola oficial da Adidas chamada de Jabulani, que significa “Celebração”. Jabulani é uma palavra da língua Bantu isiZulu, um dos 11 idiomas oficiais da África do Sul. A bola da Copa 2010 tem apenas oito gomos em formato 3D. Seu design possui traços africanos, misturados numa diversificação de 11 cores – o branco predomina. As cores, de acordo com a Adidas, foram escolhidas para representar os 11 jogadores de cada seleção, os 11 idiomas oficiais da África do Sul e as 11 tribos que formam a população sul-africana. Mesmo assim, de africana é só mesmo a história, pois na sua etiqueta está claramente estampado o “made in China”. Mas como se não bastasse, esses dois ícones da Copa do Mundo 2010 agora estão envolvidos em um assunto muito mais sério, a exploração do trabalho infantil. (mais…)

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23
jun

escrito por Rafael Nieweglowski


Os direitos autorais da Vuvuzela

A mais vibrante alegoria da Copa do Mundo 2010 sai de dentro de uma corneta de plástico de cerca de 50 centímetros. Na verdade, de milhares delas. Mania entre a torcida da África do Sul, a vuvuzela virou alvo de debate da Fifa, de jogadores de seleções internacionais e ofuscou temas mais sisudos pertinentes à organização do Mundial no país. Toda a controvérsia a respeito das barulhentas cornetas de estádio, que têm produzido a trilha sonora da Copa do Mundo 2010, começou com o entusiasmo solitário de um torcedor há mais de vinte anos.

vuvuzelas

Freddie Maake, conhecido no país pelo apelido de Saddam, é o homem que deu os primeiros passos no que viria a se tornar a maior mania dos estádios sul-africanos na atualidade, e que promete ganhar o mundo através da Copa do Mundo 2010. Torcedor fanático do Kaizer Chiefs e da seleção de seu país, Saddam criou a primeira versão da vuvuzela em 1988, inspirado em uma corneta de bicicleta. O modelo, que existe até hoje em sua casa, era feito de alumínio e foi imediatamente vetado de estádios do país pela polícia. (mais…)

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16
jun

escrito por Rafael Nieweglowski


Bafana Bafana levam pouco conforto a sem-tetos em Pretória

Envoltos em grandes cobertores, pesados casacos e chapéus que quase cobrem o rosto, alguns dos 2 mil sem-teto se dirigiram a uma grande igreja nos subúrbios de Pretória para ouvir uma mensagem espiritual e assistir à partida dos Bafana Bafana na Copa do Mundo.

bafana

Os convidados da igreja holandesa Moreleta Reformed vieram de um alojamento próximo, onde era possível ver a África do Sul enfrentando o Uruguai, comer uma refeição quente e beber bebidas quentes em uma noite muito fria. Após assistir em silêncio as palavras do pastor visitante, os sem-teto fizeram fila para ter os seus rostos pintados nas cores da bandeira sul-africana e sentar em um dos bancos para assistir ao jogo do grupo A em duas telas grandes. Diversos dos sem-teto vieram de Zimbábue e de Lesoto. (mais…)

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09
jun

escrito por Rafael Nieweglowski


Consumidor de classe A vê a Copa em casa, o de classe C faz churrasco

Os brasileiros estão dispostos a investir em diversão durante a Copa do Mundo. A constatação é de uma pesquisa da Federação de Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), que estima que o brasileiro deve gastar, em média, R$ 210 em produtos como bebidas, alimentos, plástico e têxteis.

churrasco

Os gastos devem variar de acordo com a renda média de cada classe social. A classe C, com renda de R$ 1,2 mil, os gastos durante a Copa serão de R$ 168,44, enquanto a classe A, com rendimentos de R$ 8,7 mil, a estimativa é de R$ 317,24 . “A classe A, como era de se esperar, vai ter um dispêndio maior. Porém, a classe C vai ter um gasto significativo, de quase 14% da renda familiar”, disse a pesquisadora da Firjan, Hilda Alves. (mais…)

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categorias: Esporte, Marketing

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