O Oceano Azul nada mais é do que você criar uma nova oferta de valor ao cliente, para que seu negócio não fique numa competição barata com os concorrentes. O oceano azul faz com que seu produto/marca/negócio se diferencie dos concorrentes não só em preço e qualidade, mas que realmente seja diferente, seja algo que por algum tempo não terá cópia no mercado.

Isso tem tudo a ver com a inovação que, hoje, é uma das palavras mais ditas no mercado, seja ele qual for. Inovar é criar algo diferente do que está sendo visto no mercado. É oferecer a mesma coisa mas de uma ponto de vista melhor ou com coisas que agreguem valor ao que esta sendo vendido. Ex.: Starbucks não é só um café, é um lugar para se tomar café, é um momento, uma experiência. (mais…)
A Lacoste viveu o pesadelo de ver seus consumidores envelhecerem. A conquista de um público mais jovem parece ser a senha para seu crescimento – sobretudo em mercados como o Brasil. Num mundo marcado pela efemeridade como é o da moda, poucas empresas podem se orgulhar de ter uma marca tão longeva quanto a francesa Lacoste.

Fundada em 1933, a empresa está hoje presente em 112 países e fatura quase 1,5 bilhão de euros. Seu logotipo, um inconfundível crocodilo verde, é imediatamente associado a roupas esportivas voltadas para um público de alto poder aquisitivo, na maioria praticante (ou apenas amante) de tênis e golfe. Com o passar dos anos, o pesadelo de muitas empresas tornou-se realidade para a Lacoste. Seus consumidores envelheceram – e, junto com eles, a percepção que os jovens consumidores têm da marca. (Segundo a própria empresa, a Lacoste é tida como uma marca voltada para homens de 40 a 55 anos.) As vendas mostraram o que isso podia significar. (mais…)
Seja para vender um hambúrguer, um sorvete ou uma pizza, as propagandas de redes de fast food costumam seguir sempre o mesmo roteiro: gente bonita, feliz e magra se divertindo num ambiente colorido, em total clima de descontração. Na vida real, como se sabe, a coisa é um pouco diferente - a comida em geral não passa pelo crivo dos gourmets, os atendentes não são assim tão simpáticos e a lanchonete nem sempre é imaculadamente limpa. Recentemente, a Domino’s, segunda maior rede de pizzarias dos Estados Unidos (atrás da Pizza Hut), subverteu a lógica tradicional desse tipo de propaganda e passou a mostrar seu lado mais indigesto.

Entre dezembro de 2009 e janeiro deste ano, a empresa veiculou nos principais canais de TV americanos dois minidocumentários, de aproximadamente 4 minutos cada um, mostrando a péssima impressão que os clientes tinham de sua pizza. Além de escancarar em rede nacional comentários depreciativos a seus produtos, como “A borda tem gosto de papelão”, os anúncios traziam uma pitada de crueldade – revelavam a estupefação dos chefs de cozinha da Domino’s diante da avalanche de críticas. Nem mesmo o presidente da Do mino’s nos Estados Unidos, Patrick Doyle, foi poupado - ele admitiu nos filmes que a empresa precisava mudar a receita de seu produto. “A Domino’s conseguiu transmitir a impressão de que estava do lado do consumidor, partilhando da percepção dele”, afir ma Peter Kim, especialista em marketing digital da consultoria de mídias sociais Dachis Group. “Nesses casos, a identificação é imediata.” (mais…)
Após uma estonteante sucessão de más notícias, o mundo enfim avista indícios de que o pior da crise econômica pode ter ficado para trás. Ainda é cedo para dizer, porém, quanto tempo vai levar até que todos voltem a respirar com tranquilidade – se é que algum dia isso vai acontecer. Em Vencer no Caos (Editora Campus-Elsevier), o guru americano Philip Kotler e o consultor de estratégia John Caslione selam um veredicto nada alentador. Segundo eles, mesmo se a turbulência passar logo, o alívio será temporário. O próximo susto pode ser tão grande como o que se viu agora – capaz de reduzir algumas das maiores companhias do mundo a pó e, em poucos meses, atingir todo o planeta.

O tom não chega a ser apocalíptico, por mais que o argumento pareça assustador. O livro, aliás, vale menos pela constatação em si – que rende uma exaustiva explanação sobre o conceito de caos ao longo do primeiro capítulo – e mais por apresentar o aspecto prático do que fazer no dia-a-dia das empresas em momentos de incerteza. É uma das primeiras obras a tratar a crise do ponto de vista de quem está dentro dos negócios – depois de diversas a respeito do cenário macroeconômico assinadas por especialistas como George Akerlof, professor de Berkeley e prêmio Nobel, e Martin Wolf, colunista do jornal britânico The Financial Times e ex-economista sênior do Banco Mundial. (mais…)